Com a abertura do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2025, a partir de amanhã, especialistas recomendam que o contribuinte prepare com antecedência a documentação necessária para evitar problemas com o Fisco e contar com ajuda profissional para evitar cair na malha fina.

A pressa pode ser inimiga da restituição, alerta André Cavalcanti, da Valore Contabilidade & Consultoria. “Quanto mais cedo a declaração for enviada, maior a chance de receber nos primeiros lotes”, destaca. Com mudanças na forma de declarar, novas exigências e a possibilidade de receber a restituição mais rapidamente via Pix, o IRPF 2025 exige atenção dos contribuintes para evitar problemas com o Fisco.

O programa para o preenchimento da declaração está disponível para ser baixado no site da Receita Federal, mas quem optar em fazer a declaração pré-preenchida precisa esperar até abril para ter acesso aos dados. Quem optar por essa modalidade poderá preencher os dados on-line e sem a necessidade de download e ainda terá prioridade no recebimento da restituição. Além disso, a Receita manterá a prioridade para alguns grupos de beneficiários, incluindo idosos (acima de 60 anos); pessoas com deficiência ou doenças graves; e professores que têm o magistério como principal fonte de renda.

O cronograma de pagamento da restituição do IR pela Receita Federal é composto por cinco lotes, com o primeiro iniciando em 30 de maio. O quinto e último será pago em 30 de setembro. O Fisco espera receber mais de 46,2 milhões de declarações neste ano, quase 7% a mais do que o volume de 2024.

economia imposto de renda 2

A Receita também aumentou a segurança da declaração: agora, apenas uma pessoa física poderá ser autorizada a acessar e revisar os dados do contribuinte, e essa autorização terá validade máxima de seis meses. Para aqueles que precisam pagar imposto, a Receita permite parcelamento em até oito vezes, mas quem quiser que a primeira parcela seja debitada automaticamente no banco deve enviar a declaração até o dia 9 de maio.

O advogado tributarista Gabriel Santana Vieira alerta que deixar de declarar o IR pode gerar sérias consequências. Além da multa mínima de R$ 165,74 ou de até 20% do valor do imposto devido, o CPF do contribuinte pode ser classificado como “pendente de regularização”, impedindo abertura de contas bancárias, obtenção de crédito e até emissão de passaporte.

Outro ponto que também deve passar por ajustes é a restituição do IR. Quem optar pelo Pix como forma de recebimento será priorizado nos lotes de pagamento, que começam a ser liberados em maio e seguem até setembro. A Receita também manterá a preferência para idosos, professores e pessoas com deficiência ou doenças graves.

Melo recomenda que, para evitar atrasos e garantir uma coleta mais rápida da restituição, os destinatários preencham corretamente a declaração, evitando erros e omissões que possam levar à malha fina. “O contribuinte pode acompanhar a situação de sua restituição no site da Receita Federal e receber o valor na conta bancária informada na declaração”, pontua.

Uma mudança importante afeta quem possui investimentos e patrimônio no exterior. Com a nova regra, qualquer contribuinte que recebeu rendimentos internacionais, seja por trabalho, aplicações financeiras ou dividendos de empresas estrangeiras, precisa declarar obrigatoriamente. Antes, esses rendimentos eram tributados mensalmente, mas agora devem ser informados na declaração anual. Segundo a Receita, quem omitir esses rendimentos pode gerar deliberações e investigações fiscais, uma vez que há um índice de dados com informações de bancos internacionais.

Essa nova exigência acompanha a alteração renovada em 2024, que passou a tributar esses rendimentos de forma progressiva. Antes, a tributação era feita mensalmente por meio do Carnê-Leão, mas, agora, as informações precisam ser declaradas anualmente na declaração de ajuste do Imposto de Renda.

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A extinção da Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), que será substituída pelo EFD-Reinf e pelo eSocial, é outra mudança em curso neste ano. Isso significa que as empresas e empregadores terão um novo método para informar rendimentos pagos aos funcionários.

Com essa mudança, as informações sobre rendimentos pagos, retenções de impostos e contribuições previdenciárias serão declaradas de forma mais automatizada, facilitando a necessidade de retificações. Para os funcionários e empresas, essa mudança requer adaptação ao novo sistema, garantindo que todas as informações sejam transmitidas corretamente. Segundo Tiago Melo, contador e especialista em Sucessão Empresarial e Governança Corporativa, a Receita Federal prorrogou para 2025 a extinção da Dirf.

Em mais um capítulo da queda de braço entre Legislativo e Executivo sobre o controle de recursos, mais da metade das emendas de bancada voltadas a obras no Orçamento de 2025 foram direcionadas pelos parlamentares a projetos fora da lista de prioridades do governo federal. Os valores expõem o descompasso entre interesses do Congresso e do governo federal, um dos eixos da disputa entre Poderes que escalou nos últimos anos. No episódio mais recente, deputados e senadores aprovaram na quinta-feira uma resolução com brecha para manter oculta a autoria das emendas coletivas, entre elas a de bancada.

O levantamento está em um estudo da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados. O volume de recursos dedicado a obras específicas representa a minoria das indicações, 8% do total — a maior parte é voltada ao custeio, ou seja, são utilizados para o pagamento de despesas do dia a dia das prefeituras e governos estaduais, como manutenção de postos de saúde e escolas, o que costuma trazer dividendos políticos com mais rapidez.

Contrariando a lei

Do montante dedicado a obras, 57% (o equivalente a R$ 650 milhões) foram encaminhados a empreendimentos que a União não julga prioritários. O procedimento contraria a previsão da própria lei aprovada pelo Congresso no fim do ano passado, após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), prevendo que as emendas de bancada sejam direcionadas a projetos estruturantes.

Na prática, isso significa a vinculação com obras previstas pelo governo em uma ferramenta chamada Cadastro Integrado de Projetos de Investimento (Cipi), o que não ocorreu na maioria dos casos, segundo o estudo. Para os técnicos de orçamento da Câmara, esse instrumento pode ajudar a evitar a profusão de obras inacabadas ou recursos mal investidos

A expansão das emendas ao longo dos anos virou foco de atrito, diante do aumento das verbas sob controle do Congresso: em 2015, foram R$ 5,6 bilhões empenhados, valor que saltou para R$ 46,7 bilhões no ano passado, em números já corrigidos pelo IPCA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou no ano passado o que chamou de “sequestro do Orçamento”, enquanto congressistas buscavam ampliar ainda mais o poderio. O atrito escalou e chegou ao STF, que, primeiro, determinou o fim das emendas de relator, que compunham o orçamento secreto.

Já em 2024, a Corte deu novos passos e suspendeu os repasses até que novas regras de transparência fossem elaboradas. O Congresso aprovou um projeto de lei no fim do ano passado, já sancionado por Lula. Na quinta-feira, uma resolução interna também foi aprovada, mas com brechas permitindo que permaneçam ocultos os responsáveis por emendas coletivas, como os recursos de bancada e de comissão.

“Ressalte-se que essa condição (vinculação ao Cipi) foi considerada na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) como necessária para que os projetos sejam considerados estruturantes. De acordo com a LC 210/24 (lei com regras de transparência das emendas), compete à bancada estadual enviar as informações de custo, objeto e localização geográfica dos projetos e das ações ao Poder Executivo para a promoção do citado registro”, afirmam os consultores no estudo da Câmara.

As normas em vigor preveem que as obras estruturantes são aquelas registradas pela União no Cipi. Essa anotação deve conter a análise de viabilidade e estimativa de custos.

O levantamento aponta que a maior parte dos recursos das emendas de bancada foram direcionadas para o custeio (58%). Também houve o repasse de 22% para “equipamentos e material permanente”, 12% para projetos sem objeto determinada e 8% para obras específicas. As emendas de bancada totalizaram R$ 14,23 bilhões no Orçamento de 2025, o equivalente a R$ 528,9 milhões por bancada, distribuídos entre 254 emendas.

Para técnicos da Câmara, o direcionamento para custeio se mostra mais “fácil” aos parlamentares, já que não é necessário um estudo e seleção entre projetos de obras. Além disso, pontua o estudo, é uma maneira de atender mais rapidamente governadores e prefeitos de seu grupo político.

“O aumento de emendas para custeio indica uma preferência no atendimento das necessidades imediatas dos municípios, se comparado com as emendas com investimento. Essa mudança pode ser vista como resposta eleitoral à urgência das demandas locais especialmente em áreas como saúde, uma forma de garantir a continuidade dos serviços”, diz o texto.

PSOL vai acionar STF

Além dos desdobramentos no Congresso e no Executivo, o debate em torno das emendas segue em curso no Supremo. Ontem, o PSOL informou que vai acionar a Corte contestando a resolução aprovada no Congresso, especificamente a brecha possibilitando que as emendas coletivas sejam apresentadas em nome dos líderes partidários, sem individualizar a autoria.

— Trata-se de um atalho para que os líderes partidários indiquem as emendas de comissão, sem transparência, rastreabilidade e sem explicitar os reais autores das propostas. Troca-se a figura da emenda de relator, mas não se alcança o objetivo de transparência e rastreabilidade. Para nós, é claro que as exigências do STF não foram cumpridas — afirma o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

O Novo também deve encaminhar pedido semelhante na próxima semana. Os dois partidos votaram de forma unânime contra a proposta, aprovada com ampla maioria entre deputados (361 a 33) e senadores (64 a 3), com apoio do PT ao PL. Na quinta-feira, antes de a resolução ser aprovada, Dino disse que o cenário ainda está “longe do ideal”, mas reconheceu que “passos concretos foram dados”. Após a votação, o ministro indicou a aliados que vai aguardar alguma eventual manifestação no processo para se posicionar.

Parte dos parlamentares defende que as emendas de comissão são, por definição, coletivas. Por isso, não faria sentido deixar o nome de apenas alguns deputados ou senadores, em ata, como solicitantes da verba.

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Meses após relançar seu desfile anual prometendo mais diversidade para “celebrar todas as mulheres”, a marca de lingerie Victoria’s Secret mudou suas políticas sobre diversidade, equidade e inclusão (DEI) e suspendeu a meta de promoção para funcionários negros.

A empresa substituiu menções diretas a DEI por termos mais genéricos como “pertencimento” e removeu de seu site a seção sobre diversidade entre seus fornecedores.

As mudanças foram anunciadas em um comunicado interno, divulgado pela imprensa americana na quarta-feira (05/03), e assinado pela CEO, Hillary Super.

Super afirmou que a empresa continuará garantindo uma equipe “inclusiva, com uma ampla variedade de origens, experiências e perspectivas” prometeu promover “uma cultura de justiça e oportunidade para todos”.

A Victoria’s Secret segue uma tendência cada vez mais forte nos Estados Unidos desde a posse de Donald Trump.

McDonald’s, Amazon, Google, Meta, Deloitte… Vem crescendo o número de grandes empresas que têm abandonado programas e políticas voltadas à promoção de diversidade.

Disney foi uma das empresas que recuaram em políticas de diversidade e inclusão após volta de Trump à Casa Branca

A Disney entrou para esse grupo ao anunciar, em fevereiro, que passaria a “focar mais nos resultados comerciais”.

Entre as mudanças, a empresa deixará de exibir avisos que contextualizam estereótipos e representações negativas em filmes clássicos como Dumbo e Peter Pan.

Apesar disso, prometeu manter processos de contratação “sem barreiras” e reforçou o compromisso de “defender intencionalmente uma cultura de pertencimento”.

Desde 2022, a Disney tem sido alvo de setores conservadores por suposto “ativismo woke” — termo pejorativo usado pela direita americana para criticar debates e políticas voltadas a questões sociais, como racismo e diversidade sexual.

A empresa enfrentou ataques, por exemplo, após escalar uma atriz negra como protagonista do live-action de A Pequena Sereia.

O movimento de abandono das políticas de diversidade, impulsionado por ativistas conservadores, se intensificou com o retorno de Trump à Casa Branca.

No dia de sua posse, em 20 de janeiro, o republicano determinou o encerramento, em até 60 dias, dos programas federais de diversidade e inclusão, considerados “radicais e ineficazes”, assim como as iniciativas de justiça ambiental.

No entanto, especialistas apontam que o enfraquecimento dessas políticas já havia começado antes.

Em junho de 2023, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucional o uso de cotas em universidades, que visavam aumentar a presença de estudantes negros, hispânicos e de outros grupos sub-representados.

“O aluno deve ser tratado com base em suas experiências como indivíduo, não com base em sua raça”, afirmou o presidente da Corte, o conservador John Roberts.

Os magistrados decidiram que as universidades podem considerar a experiência pessoal de um candidato, como a vivência de racismo, mas consideraram discriminação racial usar critérios raciais para determinar sua admissão.

A decisão gerou insegurança jurídica também no setor privado, com o entendimento de que qualquer ação afirmativa poderia ser considerada inconstitucional.

Desde 2024, Estados como Alabama e Iowa aprovaram leis proibindo projetos e treinamentos de DEI em instituições públicas.

Entre as vozes mais críticas às iniciativas de diversidade estão o gestor de fundos Bill Ackman e Elon Musk — ambos com grande alcance nas redes sociais.

Os argumentos contrários dizem que programas beneficiam desproporcionalmente grupos marginalizados.

Em uma postagem viral no X, Musk declarou: “A ideia [da DEI] era acabar com a discriminação, não substituí-la por outro tipo de discriminação”.

A fala de Musk ecoa o sentimento de críticos da DEI, que afirmam que os programas, supostamente, promovem mais discriminação.

Trump determinou o encerramento de programas federais de diversidade e inclusão, considerados “radicais e ineficazes”

Preocupação e reuniões de emergência nas empresas

Em 2023, o The Conference Board, uma associação empresarial e centro de pesquisa sobre tendências de negócios, analisou as iniciativas de impacto social de seus associados.

A igualdade racial ocupava o segundo lugar entre as preocupações corporativas, atrás apenas de ações emergenciais pós-desastres.

Mas, em janeiro deste ano, a organização descobriu que um quarto de um grupo de cem empresas indicou que reduziria seu foco em iniciativas voltadas à igualdade racial e de gênero.

A pesquisadora Marion Devine relata que empresas têm solicitado reuniões emergenciais à organização para discutir o tema.

“A reação contrária à DEI já começava antes da eleição. Os ventos dessa mudança já estavam soprando, por assim dizer. As empresas estavam atentas, observando e aguardando”, afirma Devine.

“Agora, o maior desafio é lidar com a incerteza que ela gera. Sem dúvida, há um sentimento de apreensão e preocupação entre os empresários.”

Em agosto de 2023, o Fearless Fund, um fundo de capital de risco com sede em Atlanta que apoia startups fundadas por mulheres negras, foi processado pela American Alliance for Equal Rights, uma organização que contesta “distinções e preferências baseadas em raça e etnia”.

Os autores alegam que o fundo é discriminatório por excluir empreendedores que não sejam mulheres negras, violando assim a Lei dos Direitos Civis de 1866. Em fevereiro, a CEO do Fearless Fund, Arian Simone, afirmou a jornalistas que a empresa já perdeu “milhões de dólares” por causa do processo.

Devine relata que, após a decisão da Suprema Corte, empresas interromperam certas atividades de forma abrupta, com receio de retaliações na Justiça.

Algumas pararam de patrocinar eventos do Dia do Orgulho LGBT, enquanto outras dissolveram grupos de funcionários dedicados à diversidade, como fóruns de mulheres ou pessoas LGBT.

“Esse foi o primeiro impacto”, diz Devine. “Agora, especialmente nas grandes multinacionais, há um período mais reflexivo. As empresas estão tentando entender onde estão pisando e o que as outras estão fazendo.”

Devine destaca que há uma grande aversão à incerteza e ao fato de o cenário estar mudando: “Além disso, há uma forte preocupação com a possibilidade de práticas que eram legais até recentemente se tornarem ilegais”.

Outro receio é o aumento das reclamações sobre uma suposta “discriminação reversa”, com funcionários alegando exclusão de programas de desenvolvimento profissional por não fazerem parte de minorias.

“Também há a pressão dos acionistas, que já estão exigindo o fim dos programas de diversidade e inclusão. Isso já está acontecendo”, afirma Devine.

Ela cita o caso da Apple, que recentemente se defendeu contra essas pressões, argumentando que são uma interferência indevida nas estratégias da empresa.

A pesquisadora também aponta que as empresas temem exposição negativa nas redes sociais.

“Elas estão muito sensíveis a danos à reputação, campanhas online contra elas e até boicotes de consumidores”, diz Devine.

“No geral, a principal preocupação é o risco — e as empresas detestam riscos.”

‘Postura ideológica’

Além disso, Devine destaca a preocupação com possíveis impactos econômicos de empresas que não se alinharem às tendências anti-DEI.

“As empresas podem perder contratos ou ser impedidas de participar de licitações, o que pode ter um efeito significativo sobre seus negócios e reputações”, diz a pesquisadora.

“Há um risco comercial considerável envolvido.”

Por outro lado, muitas empresas continuam convencidas de que manter um ambiente de trabalho justo e inclusivo é essencial, segundo Devine.

“Na verdade, acredito que veremos uma mudança na linguagem: o termo ‘diversidade’ pode perder espaço, enquanto palavras como ‘inclusivo’ devem ganhar mais destaque.”

Luanny Faustino, sócia da consultoria Tree Diversidade e especialista em DEI e ESG (sigla em inglês para políticas corporativas ambiental, social e de governança), vê essas mudanças como reflexo de um alinhamento político de empresários com Trump.

“Quando Mark Zuckerberg [fundador do Facebook] diz que as empresas precisam de mais ‘masculinidade’ na liderança e, em seguida, retira os apoios à diversidade e inclusão na Meta, isso é uma postura ideológica”, afirma Faustino.

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou uma série de mudanças nas políticas da empresa

Segundo ela, muitas empresas usaram justificativas jurídicas e políticas para sustentar uma posição que já tinham.

“Empresas como a Meta não estão financeiramente vulneráveis”, diz Devine.

“Esse posicionamento não tem a ver com orçamento ou dificuldades financeiras. É uma escolha ideológica.”

Faustino destaca que, por outro lado, algumas companhias estão indo na contramão desse movimento e reafirmando seu compromisso com as políticas de DEI, como a Apple.

No Brasil, o empresário Luciano Hang, dono da Havan e aliado do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), publicou um vídeo nas redes sociais para comentar sobre uma suposta agenda woke.

Ele afirmou acreditar que o desempenho profissional deve ser o único critério de contratação e promoção de colaboradores na empresa.

“Na Havan, sempre adotamos uma política baseada no desempenho e dedicação dos colaboradores, independentemente de raça, cor ou religião. Contratamos e promovemos aqueles que se destacam, que são bons no que fazem e têm vontade de trabalhar”, disse Hang.

A vice-presidente executiva de pessoas da Vale, Cátia Porto, também falou do assunto em uma publicação nas redes sociais, ao dizer que a “cultura woke” está perdendo espaço nas empresas.

“Ao contrário do DEI, que foca na diversidade como elemento-chave, há um novo movimento chamado MEI (Mérito, Excelência e Inteligência), que enfatiza uma combinação de mérito e altos padrões de desempenho, juntamente com habilidades intelectuais”, escreveu nas redes sociais.

A Vale afirmou, no entanto, que não mudou suas políticas e diretrizes de diversidade e inclusão.

Tendências globais e para o Brasil

Lígia Maura Costa, professora de ESG da Fundação Getúlio Vargas, observa que essa tendência de abandono de políticas de diversidade nas empresas podem chegar ao Brasil como “maré”, por pressão de investidores.

“Se o meu acionista não considera mais esses projetos como investimentos, vou reduzir estes custos”, diz Costa.

“Mas as empresas se esquecem do valor que essas iniciativas podem agregar.”

A professora ressalta que essa mudança de perspectiva pode ser prejudicial a longo prazo.

“Quando as empresas decidem interromper essas ações, elas enfrentam dificuldades para retomar o caminho em um futuro próximo”, diz Costa.

“Daqui a quatro anos, será muito mais complicado recuperar o que foi perdido.”

Costa também levanta a questão da autenticidade do compromisso das empresas com a diversidade.

“O que estamos vendo agora pode ser um teste para entender até que ponto as organizações realmente acreditavam nessas iniciativas”, diz a professora.

“Será que era uma crença genuína ou apenas uma tendência passageira?”

Luanny Faustino diz que ainda não observa essa tendência se repetir no Brasil e acredita que o país segue em direção oposta.

Sua consultoria, que atende mais de 250 clientes, entre eles Johnson&Johnson, BRF, Siemens e Pirelli, ainda não sentiu os impactos desse movimento dos Estados Unidos.

“Claro que não posso garantir que não acontecerá, mas, no presente, não vemos essa mudança”, diz a consultora.

Ainda assim, ela avalia possíveis reflexos.

“Há lideranças que faziam o que todo mundo estava fazendo, sem nunca conseguir entender de verdade os pilares de diversidade, equidade, e inclusão”, diz Costa.

“Neste caso, elas podem se utilizar dessa brecha para realmente desacelerar seus programas. Mas as que entenderam todas essas mudanças, não.”

Faustino lembra que, diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil tem respaldo legal para ações afirmativas, como a Lei das Cotas e a Lei de Igualdade Salarial.

Além disso, o governo Lula tem fortalecido políticas públicas na área.

O McDonald’s cancelou as ações de diversidade e inclusão no exterior, por exemplo, mas a Arcos Dourado, que administra a marca no Brasil, informou que continua com todas as ações na área.

Na Europa, ressalta a consultora, a tendência é inversa, com crescente pressão regulatória por ESG e sustentabilidade.

Esse cenário, diz Devine, cria desafios para empresas globais: “Elas temem que investigações nos Estados Unidos questionem suas práticas em outras regiões”.

Embora já a arqueologia já tivesse conhecimento da interação entre neandertais e os Homo sapiens, arqueólogos descobriram que as duas espécies do período paleolítico interagiam ativamente, compartilhavam tecnologias, estilos de vida e até costumes funerários.

Essa constatação foi feita em pesquisa realizada pela Universidade Hebraica de Jerusalém, em parceira com a Universidade de Tel Aviv. Segundo o estudo, publicado na revista científica Nature Human Behaviour, essas interações promoveram intercâmbio cultural e as inovações comportamentais, como práticas formais de sepultamento e o uso simbólico do ocre para decoração.

A pesquisa baseou-se em escavações realizadas desde 2017, na Caverna Tinshemet, no centro de Israel. As análises na caverna, comumente explorada por arqueólogos, revelaram sepultamentos humanos — os primeiros durante o período Paleolítico Médio, de 250 mil anos a 50 mil anos a.C..

A escavação da Caverna Tinshemet, de acordo com os pesquisadores Yossi Zaidner da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel Hershkovitz da Universidade de Tel Aviv e Marion Prévost da Universidade Hebraica de Jerusalém, teve o objetivo de determinar a natureza das relações Homo sapiens–Neandertais no Levante Paleolítico Médio.

Afinal, eles (Neandertais e Homo sapiens) eram rivais competindo por recursos, vizinhos pacíficos ou mesmo colaboradores?

” aria-label=”Botão para direita” style=”color: black;”>

O estudo argumenta que diferentes grupos humanos, incluindo neandertais, pré-neandertais e Homo sapiens se envolveram em interações significativas. Essas trocas facilitaram a transmissão de conhecimento e levaram à homogeneização cultural gradual das populações.

A pesquisa ainda sugere que essas interações estimularam a complexidade social e as inovações comportamentais. Os costumes funerários formais começaram a aparecer há cerca de 110 mil anos em Israel pela primeira vez no mundo todo, provavelmente como resultado de interações sociais intensificadas.

As descobertas na Caverna Tinshemet, em Israel, oferecem uma análise das estruturas sociais, comportamentos simbólicos e vidas diárias dos primeiros grupos humanos. Elas revelam um período de profundas transformações demográficas e culturais, lançando nova luz sobre a complexa rede de interações que moldou o mundo dos nossos ancestrais.

Embora já a arqueologia já tivesse conhecimento da interação entre neandertais e os Homo sapiens, arqueólogos descobriram que as duas espécies do período paleolítico interagiam ativamente, compartilhavam tecnologias, estilos de vida e até costumes funerários.

Essa constatação foi feita em pesquisa realizada pela Universidade Hebraica de Jerusalém, em parceira com a Universidade de Tel Aviv. Segundo o estudo, publicado na revista científica Nature Human Behaviour, essas interações promoveram intercâmbio cultural e as inovações comportamentais, como práticas formais de sepultamento e o uso simbólico do ocre para decoração.

A pesquisa baseou-se em escavações realizadas desde 2017, na Caverna Tinshemet, no centro de Israel. As análises na caverna, comumente explorada por arqueólogos, revelaram sepultamentos humanos — os primeiros durante o período Paleolítico Médio, de 250 mil anos a 50 mil anos a.C..

A escavação da Caverna Tinshemet, de acordo com os pesquisadores Yossi Zaidner da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel Hershkovitz da Universidade de Tel Aviv e Marion Prévost da Universidade Hebraica de Jerusalém, teve o objetivo de determinar a natureza das relações Homo sapiens–Neandertais no Levante Paleolítico Médio.

Afinal, eles (Neandertais e Homo sapiens) eram rivais competindo por recursos, vizinhos pacíficos ou mesmo colaboradores?

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O estudo argumenta que diferentes grupos humanos, incluindo neandertais, pré-neandertais e Homo sapiens se envolveram em interações significativas. Essas trocas facilitaram a transmissão de conhecimento e levaram à homogeneização cultural gradual das populações.

A pesquisa ainda sugere que essas interações estimularam a complexidade social e as inovações comportamentais. Os costumes funerários formais começaram a aparecer há cerca de 110 mil anos em Israel pela primeira vez no mundo todo, provavelmente como resultado de interações sociais intensificadas.

As descobertas na Caverna Tinshemet, em Israel, oferecem uma análise das estruturas sociais, comportamentos simbólicos e vidas diárias dos primeiros grupos humanos. Elas revelam um período de profundas transformações demográficas e culturais, lançando nova luz sobre a complexa rede de interações que moldou o mundo dos nossos ancestrais.

Caro leitor, a defesa dos denunciados por tentativa de golpe de Estado, a adesão ao acordo de reparação pela tragédia de Mariana e os ajustes na Lei Maria da Penha são temas desta edição. Inscreva-se na newsletter Fumus Boni Iuris. Boa leitura.

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Artigo: É preciso atenção para atuação policial nas favelas

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O Portal Jogada10, responsável pela veiculação da matéria em que disse que o Atlético-MG arcou com os custos do retorno do Manaus FC após vitória na Copa do Brasil, errou na informação. Afinal, não é procedente tal apuração de nossa reportagem, pois o Manaus FC arcou com todas as suas despesas nesta partida válida pela Copa do Brasil.

O erro de informação mereceu do Manaus FC nota de repúdio em suas redes sociais. O Jogada10 informa que distribui suas matérias a seus parceiros e que eles as replicam. Assim, é de inteira responsabilidade do nosso portal as informações que saem nestes parceiros. Inclusive neste caso envolvendo o Manaus FC. Pedimos sinceras desculpas aos clubes Atlético-MG e Manaus, aos parceiros e os leitores pela incorreção.

Nota do Manaus

A nota divulgada pelo Manaus em suas redes sociais foi esta abaixo:

“O MANAUSFC vem a público informar que é uma MENTIRA o que tem sido veiculado na imprensa nacional, na manhã desta sexta-feira (07/03), sobre uma suposta ajuda financeira que o Clube Atlético Mineiro teria direcionado para o retorno de nossa delegação pós-jogo de quarta-feira, pela Copa do Brasil.

O Gavião Real arcou, como sempre, com seus compromissos em suas viagens, com recursos repassados pela CBF, como prevê o regulamento da competição.

Matéria plantada de maneira irresponsável pelos Portais Terra, Correio Brasiliense, O Povo, R7, entre outros, onde cita, inclusive, como fonte dessa desinformação, o maior acionista da SAF do Atlético.

Destacamos que o jornalismo profissional tem como uma das premissas a checagem de fatos e confirmação do que se quer publicar junto às assessorias das instituições que se deseja citar. Nossa assessoria de imprensa não foi consultada sobre o assunto.

A imagem do MANAUSFC não pode e não vai ser manchada pela irresponsabilidade de quem a publicou e suas fontes.

Diante disso, já acionamos o nosso jurídico para tomar todas as providências dentro do legal.

Giovanni Silva

Presidente do MANAUSFC

Luis Mitoso

Presidente de Honra do MANAUSFC”

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Foi produzida, pela primeira vez, uma lente telescópica plana capaz de reproduzir as cores com precisão. O artigo publicado nesta segunda (3/3) revela uma nova maneira de produzir lentes menos volumosas que poderiam ser enviadas ao espaço por baixo custo.

Os primeiros telescópios usavam lentes, conhecidos como refratores, cuja produção ainda é utilizada em pequenos equipamentos de curta distância. Atualmente, a maioria dos instrumentos maiores, de amadores a profissionais, adota o método de Newton de curvar espelhos, intitulado de refletores.

À medida que as lentes se tornaram mais largas para capturar mais luz, elas também apresentam um maior volume. Os custos do vidro e a dificuldade de segurar e transportar o equipamento de peso podem se tornar um desafio. A proposta da pesquisa do professor Rajesh Menon, da Universidade de Utah, uma alternativa para equipamentos baseados no espaço.

As lentes refratárias tradicionais usam curvatura para dobrar a luz, enquanto a inovação do telescópio surgiu com duas lentes sucessivas ampliando imagens. Além da refração e reflexão, a difração permite focar imagens, como nas placas de zona de Fresnel (FZPs), que distorcem cores ao otimizar apenas um comprimento de onda.

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Menon e a equipe modelaram 20.000 anéis difratados em vidro, ampliando múltiplos comprimentos de onda com precisão extrema. Testaram uma lente de 100 mm, capturando imagens do Sol e da Lua, com anéis de apenas 2,4 m. A lente funcionou para quase todo o espectro visível e parte do infravermelho.

Agora, a equipe desenvolve lentes planas maiores para telescópios aéreos e espaciais, buscando alternativas mais leves e baratas aos refletores tradicionais. Se bem-sucedidas, essas lentes podem revolucionar a astronomia e a observação da Terra.

Foi produzida, pela primeira vez, uma lente telescópica plana capaz de reproduzir as cores com precisão. O artigo publicado nesta segunda (3/3) revela uma nova maneira de produzir lentes menos volumosas que poderiam ser enviadas ao espaço por baixo custo.

Os primeiros telescópios usavam lentes, conhecidos como refratores, cuja produção ainda é utilizada em pequenos equipamentos de curta distância. Atualmente, a maioria dos instrumentos maiores, de amadores a profissionais, adota o método de Newton de curvar espelhos, intitulado de refletores.

À medida que as lentes se tornaram mais largas para capturar mais luz, elas também apresentam um maior volume. Os custos do vidro e a dificuldade de segurar e transportar o equipamento de peso podem se tornar um desafio. A proposta da pesquisa do professor Rajesh Menon, da Universidade de Utah, uma alternativa para equipamentos baseados no espaço.

As lentes refratárias tradicionais usam curvatura para dobrar a luz, enquanto a inovação do telescópio surgiu com duas lentes sucessivas ampliando imagens. Além da refração e reflexão, a difração permite focar imagens, como nas placas de zona de Fresnel (FZPs), que distorcem cores ao otimizar apenas um comprimento de onda.

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Menon e a equipe modelaram 20.000 anéis difratados em vidro, ampliando múltiplos comprimentos de onda com precisão extrema. Testaram uma lente de 100 mm, capturando imagens do Sol e da Lua, com anéis de apenas 2,4 m. A lente funcionou para quase todo o espectro visível e parte do infravermelho.

Agora, a equipe desenvolve lentes planas maiores para telescópios aéreos e espaciais, buscando alternativas mais leves e baratas aos refletores tradicionais. Se bem-sucedidas, essas lentes podem revolucionar a astronomia e a observação da Terra.

Foi produzida, pela primeira vez, uma lente telescópica plana capaz de reproduzir as cores com precisão. O artigo publicado nesta segunda (3/3) revela uma nova maneira de produzir lentes menos volumosas que poderiam ser enviadas ao espaço por baixo custo.

Os primeiros telescópios usavam lentes, conhecidos como refratores, cuja produção ainda é utilizada em pequenos equipamentos de curta distância. Atualmente, a maioria dos instrumentos maiores, de amadores a profissionais, adota o método de Newton de curvar espelhos, intitulado de refletores.

À medida que as lentes se tornaram mais largas para capturar mais luz, elas também apresentam um maior volume. Os custos do vidro e a dificuldade de segurar e transportar o equipamento de peso podem se tornar um desafio. A proposta da pesquisa do professor Rajesh Menon, da Universidade de Utah, uma alternativa para equipamentos baseados no espaço.

As lentes refratárias tradicionais usam curvatura para dobrar a luz, enquanto a inovação do telescópio surgiu com duas lentes sucessivas ampliando imagens. Além da refração e reflexão, a difração permite focar imagens, como nas placas de zona de Fresnel (FZPs), que distorcem cores ao otimizar apenas um comprimento de onda.

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Menon e a equipe modelaram 20.000 anéis difratados em vidro, ampliando múltiplos comprimentos de onda com precisão extrema. Testaram uma lente de 100 mm, capturando imagens do Sol e da Lua, com anéis de apenas 2,4 m. A lente funcionou para quase todo o espectro visível e parte do infravermelho.

Agora, a equipe desenvolve lentes planas maiores para telescópios aéreos e espaciais, buscando alternativas mais leves e baratas aos refletores tradicionais. Se bem-sucedidas, essas lentes podem revolucionar a astronomia e a observação da Terra.